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Publicado em: quarta, 23 de outubro de 2019 às 22:51

Reutilização dos Resíduos de Construção e Demolição

Reutilização dos Resíduos de Construção e Demolição

A Construção Civil tem uma contribuição significativa para o desenvolvimento econômico e social de uma cidade, de um estado e de um país. Pesquisas de novos materiais e tecnologia de construção possibilitam maior conforto e economia para as casas das famílias de baixa renda.

A grande preocupação desse setor é o impacto ambiental, na obtenção das matérias primas, provenientes da extração de recursos naturais, e no descarte dos resíduos em aterros comprometendo, muitas vezes, a qualidade de vida dos grandes centros por causa da proliferação de agentes vetores de doenças.

Apesar de muitas ações já estejam sendo realizadas para a solução desse problema, há ainda um caminho a ser percorrido para que o Brasil alcance os padrões mundiais de reutilização de materiais na Construção Civil.

 

Resíduos de Construção e Demolição (RCD)

No Brasil, a geração de Resíduos de Construção e Demolição chega a 700 kg por habitante no espaço de um ano. Se não houver um bom gerenciamento, sobrecarrega os serviços de limpeza urbana que implica em riscos à saúde pública.

Essa alta quantidade de entulhos revela problemas no processo construtivo adotado por grande parte das construtoras brasileiras: desperdício de matérias primas nas obras; destinação ilegal dos resíduos gerados.

A composição média de materiais dos Resíduos de Construção e Demolição, no Brasil, se dá na seguinte proporção: material cerâmico em torno de 32%; argamassa corresponde a 64%; e 4% dos resíduos são compostos por concreto.

O aproveitamento desse material depende de usinas de reciclagem especializadas. Por ano, são geradas, no Brasil, 84 milhões de metros cúbicos de RCDs e suas 310 usinas reciclaram apenas 17 milhões de metros cúbicos. O restante, ao invés de ser aproveitado em novas obras, foi parar em aterros ou lixões.

 

Reaproveitamento de Resíduos de Construção e Demolição no mundo

É importante trazer números do que acontece no mundo para entendermos o caminho que precisamos percorrer.

- A taxa de reciclagem na União Europeia é na ordem de 70% na média dos países membros, chagando a 80% na Bélgica e Holanda;

- A Florida, EUA, está muito perto de atingir a meta de 75% de reciclagem de RCD, estipulada em 2008 para ser atingida em 2020;

- No Brasil são gerados, diariamente, 290,5 mil toneladas de Resíduos de Construção e Demolição e o reaproveitamento é de apenas 20% segundo dados de dezembro de 2018.

 

Classificação dos Resíduos de Construção e Demolição

A Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) classifica os RCDs da seguinte forma:

Classe A – Resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados. Que podem substituir a areia ou brita diminuindo a extração desses elementos da natureza.

Classe B – Resíduos recicláveis para outras destinações: plástico; papelão; metais; vidro; madeira; e gesso.

Classe C – Resíduos que não são economicamente reaproveitáveis por falta de tecnologia viável.

Classe D – Resíduos perigosos como tintas, solventes, óleos ou então contaminados e prejudiciais à saúde.

 

Ainda segundo o CONAMA, o aproveitamento dos RCDs dever ser de duas formas: reutilização (não há transformação do resíduo); reciclagem (o resíduo é transformado em novos materiais).

 

RCD nas Usinas de Reaproveitamento

Os processos em uma Usina de Reaproveitamento dos RCDs são muito parecidos com uma planta de beneficiamento de minério. Com sistema de peneiramento e trituração é possível transformar entulho em brita 1, pedrisco ou areia.

Existem Usinas móveis que operam na obra durante uma demolição e gera material para ser usado na nova edificação. Conhecidas pela sigla URM-RCC (Usina de Reciclagem Móvel de Resíduo da Construção Civil) são compostas por um caminhão “roll on roll off”, um britador móvel e uma peneira giratória móvel.

 

A reutilização do Resíduos de Construção e Demolição, além dos benefícios econômicos, reduz o impacto ambiental e melhora a qualidade de vida das populações. O Brasil ainda tem muito a evoluir nas ações de reaproveitamento dos RCDs o que representa muitas oportunidades para empresários e investidores conscientes de suas responsabilidades sociais.

 

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