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Publicado em: terça, 19 de novembro de 2019 às 15:21

Reciclagem de Pavimento Asfáltico. Qual método é mais utilizado?

Reciclagem de Pavimento Asfáltico. Qual método é mais utilizado?

A recuperação da pavimentação de rodovias gera altos custos e impacto ambiental. Os altos custos são provenientes do agregado mineral, proveniente do petróleo, rocha e areia de primeira qualidade. Os impactos ambientais são decorrentes do descarte do material fresado da pavimentação em locais não adequados (lixões).

Para minimizar esses problemas, são utilizados métodos de reciclagem que utilizam o material fresado da pavimentação como agregado na recuperação da via. Quando o material está muito degradado em virtude do tempo de exposição a intempéries e submetido às intensas cargas do transporte rodoviário, precisa receber agentes estabilizantes para reforçar a estrutura final. A solução é o uso de técnica de reciclagem a quente do pavimento asfáltico, conhecida como In Situ, porque os equipamentos de reciclagem vão até o local de reparo da via. Vamos entender melhor como essa técnica funciona e os benefícios na diminuição de custos e impacto ambiental na recuperação do pavimento asfáltico.

 

Recuperação de Pavimento Asfáltico

As técnicas de reciclagem de pavimento asfáltico visam transformar o material comprometido em um novo, e em condições iguais ou melhores de trafegabilidade e resistência para mais um período de vida útil. Num país como o Brasil, com dimensões continentais, onde a modal rodoviária é o principal meio de transporte de cargas, a recuperação de estradas a custos baixos é prioritária. Antes da definição de qual técnica de reciclagem será adotada, o Pavimento Asfáltico precisa ser submetido a uma série de testes em laboratório e estudos.

Nos Estados Unidos a Associação de Reciclagem Asfáltica (The Asphalt Recycling and Reclaiming Association – ARRA) considera cinco métodos de reciclagem: Reciclagem a Frio; Reciclagem a Quente; Reciclagem a Quente in-situ; Reciclagem a Frio in-situ; e Reciclagem de Camadas do Pavimento. O comum é considerar duas técnicas de reciclagem: a quente ou a frio. Podendo ser no local (in-situ), ou em usinas apropriadas.

No Brasil, existem dois métodos: o Marini (a frio) e o Wirtgen (a quente). Segundo o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) esses métodos são utilizados para defeitos de severidade baixa ou média (corrugações, afundamento de trilha de roda, baixa aderência). O objetivo final é reduzir o esgotamento das jazidas de material virgem, a emissão de gases, o consumo de energia e minimizar o descarte de material.

 

Método Marini

A fresagem do pavimento é feita a frio e a mistura do material em máquina a quente ou a frio, onde é adicionado agente rejuvenescedor de asfalto e estabilizantes químicos. Depois da mistura processada é feito o espalhamento do material para recuperação da pista de rolagem.

 

Método Wirtgen

Recebe esse nome por usar a máquina Remixer da fabricante Wirtgen. O material deteriorado da pavimentação é fresado a quente para depois ser misturados com novos agregados e depois é feito o espalhamento na via.

 

Reciclagem a Quente In-Situ (no local)

Recebe esse nome porque a recuperação do Pavimento Asfáltico é feita no local através de máquinas específicas. Apesar de consumir mais energia para o processamento dos materiais na reciclagem, esse método tem a vantagem de transformar o pavimento deteriorado em novo, no local, eliminado custos de transportes do material até as usinas e trazer de volta para a nova pavimentação. É uma alternativa eficaz e sustentável, mesmo que ainda tenha um custo elevado por precisar de uma série de ensaios de laboratório para garantir a qualidade da estrada. É o método mais utilizado no mundo pelo fato de recuperar até 90% do Pavimento Asfáltico. Muito mais em conta do que a pavimentação tradicional representando, no final, uma grande economia para os cofres públicos.

 

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